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"Por uma astrologia psicológica", por Fernando Barnabé


Quadro de Ana Azpeitia
www.anaazpeitia.com

Por uma astrologia psicológica
Por Fernando Barnabé

Site do autor: “Psicoastro”

A Astrologia tem sofrido, desde o seu surgimento que remonta aos tempos idos de 4600 a.C., grandes transformações, quer quanto à sua credibilidade enquanto ciência, quer quanto à interpretação da natureza da sua linguagem simbólica.

Descredibilizada após a queda do império romano inclusivamente pela igreja católica (embora haja referências à Astrologia no Evangelho de São Lucas), conheceu no entanto períodos verdadeiramente áureos. Assistiu-se assim à criação em 640 a.C de uma escola na Grécia, tendo Aristóteles, com a criação da teoria dos quatro elementos e Ptolomeu, que nos legou um conjunto de obras verdadeiramente admiráveis e que ainda hoje fazem parte ou são a base da Astrologia Moderna, sido figuras preponderantes na divulgação deste conhecimento milenar.

Foram os árabes, já na Idade Média, que retomaram o estudo e a divulgação da filosofia e da cultura clássica, fazendo ressurgir das cinzas a Astrologia relançando-a decisivamente para um patamar que há muito havia merecido. A Astrologia recomeça assim a ser estudada nas Universidades em Espanha e em Itália, sendo difundida por toda a Europa.

Mais tarde, em plena época renascentista e agora apoiada pelo papado, sofre um novo impulso com o surgimento de várias figuras de vulto da época, verdadeiros detentores do saber em domínios tão vastos como, a Matemática, a Física e a Astronomia, que, a Astrologia, como ciência eclética contém; falamos de Galileu, Copérnico, Kepler ou ainda, Newton, para não citarmos outros.

Em pleno século XIX e com o advento da era industrial e do positivismo lógico a Astrologia deixa de ser ministrada nas universidades e é ridicularizada como forma de superstição ou pseudo ciência, sobretudo por aqueles que dela não detinham um conhecimento profundo e, como tal, deveriam coibir-se de lhe tecer tão duras críticas (actualmente, como exemplo, numerosos astrónomos ainda persistem no mesmo tipo de comentários).

Em pleno século XX, a Astrologia passa a ter um novo estatuto, sobretudo com o impulso dado por Dane Rudhyar e Carl Gustav Jung que compreenderam a verdadeira dimensão cosmopsicológica da Astrologia. Ela passa a ter um cunho não sou preditivo ou preventivo (que é também como a vejo) para desempenhar um papel focalizado no auto conhecimento na compreensão da pessoa, inserida num “plano” desenhado pelas energias sapientes do macrocosmos. Descodificar este “plano” através do mapa natal, é aceder ao conhecimento das nossas competências, das nossas fragilidades, medos e complexos, é pois um instrumento que funciona como se fora o nosso ADN cósmico, não no sentido fatalista do termo, mas como uma possibilidade, uma possibilidade de através dele descobrirmos o significado e o verdadeiro propósito do viver.

Fernando Barnabé

Lisboa, 12.11.2007


Contacto para consultas e palestras, no âmbito da psicologia e astrologia:

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Outros artigos deste autor em: "A Voz dos Outros", "Trânsitos diversos", “Psicologia”.

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Fernando Barnabé nasceu em Alvor, em 1958. Signo de Aquário com Ascendente Balança.

Desde a adolescência que se sentiu atraído pelo estudo do esoterismo. A Astrologia, no entanto, revelou-se, pela sua linguagem rica em simbolismo e significado, um campo privilegiado de estudo e pesquisa e um instrumento de auto conhecimento e aperfeiçoamento pessoal.

No começo da idade adulta e num período mais conturbado da sua vida consultou pela primeira vez um astrólogo. Este encontro revelou-se decisivo quanto à sua postura face a si próprio e ao mundo. Percebeu as conexões existentes entre o micro e o macrocosmos, assim como a velha máxima de que “o que está em cima reflecte-se no que está em baixo”.

A revolução interior produzida, traduziu-se então, numa só palavra – “revelação”. Após longos anos de estudo da complexa quanto apaixonante simbologia astrológica, surgiu então o apelo quase imediato de tentar transmiti-la a todos quantos necessitavam de um sentido para a vida, de um instrumento que lhes permitisse compreender o potencial energético impresso no Mapa Natal, em suma o seu percurso evolutivo, o seu processo de “individuação”.

O fascínio que sempre lhe despertou a diversidade do comportamento humano fê-lo enveredar pelos meandros da Psicologia. Frequentou e completou o curso de Animador Sociócultural, tendo-se licenciado mais tarde em Psicologia Clínica pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA).

Desde então tornou-se cada vez mais clara e evidente a complementaridade existente entre estas duas áreas do saber, daí que, na sua prática, a co-habitação entre a Astrologia e a Psicologia, a primeira como explicação do percurso evolutivo do homem e a segunda como via para a preparação da caminhada, constituam a chave para o desenvolvimento integrado da pessoa.

Actualmente coordena numa instituição pública projectos de prevenção primária da toxicodependência e dá consultas de Psicologia e Astrologia.
Actualizado em Segunda, 28 Janeiro 2008 06:19  

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