Eu sou
uma menina que nasceu
Sempre
tive ao meu dispor uma enorme biblioteca, com as mais diferentes matérias:
Arte, Historia, Misticismo, Esoterismo, Astrologia, entre outros, se bem que os
dois últimos temas fossem os mais visitados por mim e pela minha irmã.
Passávamos
horas a tentar aprender quiromância, tarot, astrologia, e divertíamo-nos
imenso. A minha mãe apoiava o nosso “hobby”, comprando-nos baralhos, mais
livros, enfim, gostava das nossas consultas, porém nunca chegou a comprar-nos
um programa informático de astrologia, para nossa infelicidade. Com uma casa 8 tão povoada
de planetas, não é de estranhar este profundo interesse que tenho desde criança
pelas ciências ocultas.
Fomos
crescendo e mediante os ensinamentos passados pelos nossos pais sobre o que era
a vida, tentámos adaptar as nossas escolhas. Eu escolhi ser Ceramista e
dedicar-me por inteiro às artes. A minha irmã deu mais ouvidos ao meu pai e
escolheu ser Engenheira Química, não deixando no entanto de lado as artes,
sendo também violoncelista.
Neptuno é o planeta mais elevado no meu mapa natal, por isso, a inspiração e a intuição sempre regeram a minha vida. Contribuir para que a minha comunidade fosse mais bela e livre, foi uma das minhas maiores convicções. Todavia sentia necessidade de valores espirituais e religiosos mais elevados. Inconscientemente sabia que não estávamos sozinhos e procurei sempre que me foi possível passar aos que comigo se cruzaram, a imagem de que em contacto com o meu interior alcanço a paz.
Neptuno
quer-nos conectar com o todo, e eu sempre me senti atraída para ajudar os
outros. Os inadaptados, os desajustados, aqueles cuja alma não encontra forma
para se manifestar, sempre se aproximaram de mim. No entanto, as ferramentas que
possuía, então, eram diminutas, e o meu próprio desencontro dificultava a
tarefa. Era necessária uma mudança radical. Eu escolho evoluir a minha
consciência e partilhar com os outros os frutos dessa evolução.
Somos
bebés, depois crianças, depois adolescentes, com as mais variadas experiências
de vida, que essencialmente despertam-nos e colocam-nos em contacto com a nossa
essência. Um dia percebemos que está na hora de sermos adultos, temos
aproximadamente 29 aninhos, (1º retorno de Saturno) e queremos brincar mais,
mas já não é possível.
É nesta
idade que surge a altura de definir o que se quer fazer da vida, e se a estrada
que havíamos vindo a seguir não é a mais adequada, a nossa alma trata de nos pôr
na ordem, com alguma crise.
E foi
exactamente o que me aconteceu, por volta dos 28 anos a minha vidinha começou a desmoronar. A minha
arte já não rendia financeiramente, a vida amorosa era um caos, a minha paz e
satisfação pessoal já tinha desaparecido há muito e nada mais restava, se não
um corpo errante.
Gosto de
uma imagem que um dia me passaram: o nosso Corpo é uma charrete, o condutor é o
Ego, os cavalos os sentimentos, e o passageiro a Alma e o trintanário, um dos
nossos guias. Quando o condutor não dá ouvidos ao passageiro, assumindo a
liderança, pode conduzir a viagem ao fracasso. Por muito que o trintanário
tente enviar sinais, os cavalos começam a ficar irrequietos, galopam à carga
por estradas muito acidentadas, a charrete perde o equilíbrio e o passageiro
fica quase a cair do habitáculo, a viagem torna-se um horror. Esta é a minha
experiência pessoal.
Por
muitos mais pedidos que o passageiro faça – e a minha alma fez imensos - já não
são ouvidos, já não há sincronicidade no conjunto. Como nosso Guia ou Anjo, o trintanário
dá-nos a mão, ajuda-nos a entrar ou a sair da carruagem, aconteça o que
acontecer ele nunca salta da carruagem, mas não pode interferir nunca na
escolha do Passageiro, ou seja, Todos Nós.
Para que
tudo volte à normalidade, às vezes só mesmo um acidente, uma doença, uma perda,
etc. Enquanto cuidamos de nós mesmos, do atoleiro onde nos enfiámos, temos
tempo de reflectir, lambendo as feridas e sentindo como voltar à estrada de
forma harmoniosa.
Quando
os acidentes são fatais, quando atingimos a situação de não haver retorno, acontece
que os danos causados na carruagem já não permitem ao passageiro manter-se nela.
Bom, nesse caso, fica para a próxima viagem, para a próxima encarnação, a
possibilidade de escolhermos a evolução da nossa consciência e não fazer os
disparates que fizemos nesta encarnação, com a certeza de que o trintanário,
como nosso Guia ou Anjo, lá estará para nos dar a mão.
A vida
tinha-me obrigado a parar, e mesmo que quisesse continuar a trabalhar como já havia
feito, desta vez não era mesmo possível. O universo reuniu as condições para
garantir que eu parava, tendo-se partido o escafoide carpico da mão direita. Tive
que passar por um longo período de recuperação até que pudesse voltar a mexer
no barro, voltando à cerâmica.
No
entanto, sem ter abandonado a arte, a minha vida seguiu outro rumo, tendo eu
desenvolvido outras competências para áreas mais espirituais e esotéricas. Durante
este interregno, dediquei-me à minha auto cura. Frequentei diversos cursos
seminários e palestras tais como, Conecção ao Eu Superior, Cura quântica
Estelar, Reiki Sideral, Markabans, Cura Multidimensional, etc.
No caminho fui encontrando
mestres que me colocaram de novo em contacto com algumas ferramentas de auto-conhecimento
que há muitos anos tinha abandonado.
Retomei
quase que por magia, o meu interesse pela astrologia, voltando aos meus estudos
intensivos desta matéria. Ainda hoje continuo a estudar estas matérias
esotéricas, interligando conhecimentos. A Astrologia não é estanque.
Nesta
caminhada cruzei-me há uns anos com dois amigos, o
Neste projecto, além de textos tive a
possibilidade de ter contribuído artisticamente com dezenas de ilustrações,
tendo feito a conciliação entre os dois mundos para os quais me preparei ao
longo da vida: a arte e a astrologia. Com estas duas ferramentas divinas abraço
o meu propósito nesta encarnação, passar a mensagem, reencontrando a minha
mestria e procurando ajudar os que comigo se cruzam a reencontrar a sua.
Na condição de Balança nesta encarnação, encontro como forma de levar a cabo o meu propósito, orientar cursos e palestras, dar consultas de astrologia cármica e outras técnicas de cura complementares. Com Quiron retrógrado em Carneiro na casa dois, entre outros desafios, está-me destinado, criar uma forma própria de curar os nossos diferentes corpos, e a astrologia é a minha principal ferramenta, combinando-a sempre que necessário com outras terapias que pratico.
Acredito que a nossa forma de pensar é a principal causa de muitos dos
problemas, doenças, etc que atraímos para a nossa vida, e astrologia é para mim
sem duvida, uma das mais eficazes ferramentas, que nos permite o restabelecimento
da mestria sobre nos próprios, entrando em conecção com a nossa consciência
crística. Não abandonei a minha arte de ceramista, continuo a dedicar-me a
projectos artísticos, e tento sempre que possível, que os dois propósitos que
escolhi para esta encarnação se interliguem.
Para mim,
ser ceramista, terapeuta ou astróloga, mais que profissões, são uma forma de eu
estar na vida, tentando sempre aprimorar as minhas acções de acordo com o que
acredito, e com o que sinto.
Nos
últimos anos desenvolvi uma profissão: sou astróloga a tempo inteiro,
dedicando-me também a outras actividades terapêuticas. As minhas consultas de
astrologia duram cerca de 80 minutos. Como astróloga já atendi centenas de
pessoas, tendo desenvolvido atendimentos pessoais, havendo muitos clientes que,
por impossibilidade de se deslocarem, pedem que lhes faça a consulta por
telefone.
Ir a um
astrólogo deveria ser entendido como um processo terapêutico que necessita de
algumas sessões, embora espaçadas.
Um astrólogo não é um amuleto ou uma bengala que, sem ele, o consulente seja incapaz de agir. O papel do astrólogo é precisamente o oposto. O astrólogo trata de tornar a pessoa mais consciente de todo o seu potencial, e de que forma este o pode alargar, logo que se torne ciente das suas dificuldades adquiridas nesta ou em outras vidas.
Não há nada que seja estático neste universo que
habitamos. Podemos modificar, alterando as nossas atitudes e padrões de
conduta, elevando a nossa consciência, restabelecendo o contacto com a nossa
mestria e com a nossa divindade tomando consciência de que somos centelhas
divinas. Ao fazê-lo, modificamos o nosso destino, porque somos muito
mais do que o corpo que habitamos. Somos muito mais do que o ego que nos
domina. Somos espírito.
Todos os
seres humanos nascem com um “kit” operacional, que está descrito no mapa
astral. No entanto, muitas vezes, a pessoa não está consciente de que
ferramentas dispõe, passando ao lado de algumas propostas de evolução consciêncial,
que podem tornar a vida muito enriquecedora. Apesar de todos os seres humanos
terem diferentes propósitos, a missão é igual para todos, voltar à casa do Pai
ampliando a sua consciência e consequentemente expandido o seu universo.
Agradeço
a todos quantos se cruzaram comigo ao longo desta caminhada, que me permitiram
ser a pessoa que sou hoje.
Um
abraço
Magda Moita
Maio de
2007
Contactos e horários
para marcação de consultas:
Telefone: 919553485 –
Das 09h às 20h
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