“Singing Butler” por Jack Vettriano
“Amar não é olhar um
para o outro, mas sim olhar para fora, juntos e na mesma direcção”
Por
Conheça o seu site “Elementos da Nova
Era”
Pediram-me para falar de amor, e a primeira coisa que pensei foi
o quão inexperiente eu sou neste campo e o quão bizarro seria eu dar conselhos
de algo que sei tão pouco. Mas então parei, senti, inspirei-me nesta frase que
vi algures, e deixei fluir o que de dentro de mim jorra, como que uma fonte de
conhecimento se iluminasse de repente em mim. E sentindo isto vejo que nada é
de repente, talvez eu até compreenda mais do amor do que muitas pessoas que
vivem imensas experiências… Não sei… Só sei que nada sei, mas o que sei
partilharei.
A espiritualidade, ao contrário do que muita gente pensa, não se
trata de coisinhas doidas que se dizem relacionadas com espíritos ou fantasmas,
mas sim todo um conhecimento amplo, complexo e rigoroso, que integra uma série
de aspectos do ser humano no seu todo: físico, mental, emocional, espiritual,
enfim, um TODO!
A minha visão da espiritualidade, e particularmente usando a
excelente ferramenta que é a astrologia, dá-me uma visão do amor que vai de
encontro àquilo que sempre procurei incessantemente nesta sociedade desalmada.
Assistimos no dia-a-dia a relações completamente vampíricas, em
que as pessoas consomem energia umas às outras, dizendo [às vezes!] que se
amam! O que é isto? A grande parte dos relacionamentos hoje em dia baseia-se na
dependência. E porquê?
As pessoas vivem tristes, stressadas e deprimidas, atascadas de
trabalho até ao tutano, levam uma vida de sofreguidão e sentem-se mal e não
sabem porquê! E então, o que fazem?
Bem, arranjam um namorado ou uma namorada, e ali ficam, a tapar
o buraco que têm, totalmente descentrados delas próprias, tornando o centro da
vida delas aquela pessoa que eles tanto “amam”. A parte engraçada é quando uma
dessas pessoas, “por acaso”, descobre que o centro dela está nela própria [ou
numa terceira pessoa!] e aí temos uma valente peixeirada!
Ora, se a pessoa perde o seu”par”, fica sem centro, e o que
acontece? Sente-se vazio! Reparem como a astrologia é linda e nos coloca isto
de uma maneira tão simples e compreensível. Todos nós vemos a traiçoeira Lua
todos os dias a gravitar à volta do nosso pequeno planeta Terra. Olhamos como
ela anda sempre ao nosso redor, morta, sem luz própria, enganadora.
Criar uma relação por dependência é fazer um teatrinho em que eu
vou ser a Lua e o meu “amorzinho” vai ser o meu planeta, o qual eu vou andar às
voltinhas e ficar totalmente descentrado! Isto, meus amigos, não funciona, não
pode funcionar.
Onde existe dependência existe medo, e onde há medo, não há
amor! É uma Lei.
E medo de quê? Medo de perder o outro, medo de que o outro não
corresponda aquilo que eu quero que ele seja, medo de ter medo, medo de ficar
sozinho, etc. E enquanto vibramos na frequência do medo, obviamente não estamos
na vibração do amor.
É necessária centragem, o meu centro tem que estar em mim, e o
centro da outra pessoa tem que estar nela, e só aí podemos encontrar o amor!
Vibrar no amor é encontrar a Vénus, é ver o outro como alguém
que não me vai encher vazio nenhum, nem compensar-me de algum modo. É aceitar o
outro tal como ele é. É partilhar com aquele ser um projecto, uma visão comum,
conscientes da individualidade de cada um, conscientes da partícula divina que
são!
Amar alguém é não depender, é entregar-se, sem medo, é caminhar
para a unidade.
Amar não é olhar um para o outro, descentrando-se mutuamente,
vampirizando-se, é olhar para FORA, para o universo infinito, para o ser
multidimensional que somos, é CAMINHAR JUNTOS, de mão dada, partilhando um
projecto, seres que a vida uniu para evoluírem, é CAMINHAR NA MESMA DIRECÇÃO,
para o UNO, para a UNIDADE, para onde todos um dia chegaremos.
===
(A.R.) - Quando recebi o artigo do Alexandre, que me
agradou imenso, pedi-lhe que me enviasse um texto sobre ele próprio para, a
exemplo do que temos feito com os demais colaboradores, darmos a conhecer aos
nossos leitores, o Ser que está por detrás das palavras. Foram estas as
palavras que recebi:
Alexandre - Bem, o que dizer sobre mim? Tenho 22 anos,
nasci a 6 de Junho de 1985, às
Aqui fica o seu mapa, pintado por ele:





